Universidade Federal do Paraná
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O Estado do Paraná possui um histórico bastante rico em estudos que contemplam a biodiversidade, sendo conhecido nacional e internacionalmente por seus pesquisadores, principalmente em taxonomia biológica. Dois dos maiores naturalistas brasileiros contribuíram de forma decisiva para a situação atual das coleções biológicas e o reconhecimento do Estado como uma das forças mais significativas do País em estudos sobre a biodiversidade: Dr. Gerdt Guenther Hatschbach e Padre Jesus Santiago Moure.
Dr. Gerdt G. Hatschbach iniciou seus estudos em 1942. É o grande responsável pelo acervo atual do Museu Botânico Municipal de Curitiba (MBM) considerado um dos maiores herbários do Brasil e o maior da flora paranaense. Seu acervo é formado por uma coleção devidamente identificada, catalogada e conservada com aproximadamente 320.000 exsicatas, além de coleções de amostras de madeira (xiloteca) e de frutos (carpoteca).
Padre Jesus S. Moure foi o fundador do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, no ano de 1938, ano da fundação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da mesma universidade. Apesar de entomólogo, foi o marco inicial da Biologia Marinha no Paraná no ano de 1951, tendo trabalhado muito para a criação de uma Estação de Estudos do Mar. A partir de seus estudos em Insecta, Hymenoptera, mais particularmente abelhas, fundou o que se tornou a terceira maior coleção de insetos do País e a qual leva seu nome: Coleção Entomológica Pe. Jesus Santiago Moure (DZUP). O acervo dessa coleção conta com aproximadamente cinco milhões de insetos representantes principalmente das ordens Coleoptera, Diptera, Hemiptera, Hymenoptera e Lepidoptera. Mais tarde, com a contratação de taxonomistas em outros grupos animais o contingente das Coleções Zoológicas do Departamento aumentou, possuindo atualmente coleções de mamíferos, peixes, ascídias, crustáceos e cnidários. Outras coleções zoológicas de grande importância também participam do atual projeto, como o acervo das Universidades Estaduais de Londrina e de Maringá e Ponta Grossa, assim como as coleções do Museu de História Natural Capão da Imbuia e o acervo proveniente do Projeto Solobioma.
Além do MBM, o Paraná conta com mais sete herbários registrados no Index Herbariorum, totalizando cerca de 424.000 exsicatas (dados da Rede Brasileira de Herbário, Sociedade Botânica do Brasil), lembrando que não são todos os registros de materiais oriundos de municípios paranaenses, pois as coleções também incorporam material proveniente de outras localidades. Os outros dois maiores herbários do estado são os da Universidade Estadual de Londrina e Federal do Paraná (UPCB), com coleções ao redor de 40.000 amostras/cada. Também participam da rede de coleções os importantes acervos dos herbários das Universidades Estaduais de Maringá e Ponta Grossa.